Tempo
No momento, a coisa que mais me anseia é o futuro. Não necessariamente me causa ansiedade, mas ocupa boa parte do meu tempo, já que vivo pensando nele. Ainda não tenho certeza de qual faculdade farei, com o que gostarei de trabalhar, onde vou querer viver... Sei que isso faz parte da vida, pensar sobre o seu decorrer não é nada mais que comum, apesar disto, ele continua a me desconfortar, porque sinto que cada vez mais ele se aproxima em uma forma grandiosa e esmagadora.
O Presente Imutável
Por outro lado, venho me forçando a encarar cada vez mais o presente, o imutável, pois sei que é o único dentre os 3 substantivos abstratos do qual não existe controle absoluto. Não se pode conter o presente; qualquer ação, por mais breve que tenha acontecido, foi passado, e impactará o futuro, não o agora. Me inspiro na famosa frase de Heráclito "Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio": a pessoa, segundos antes, era outra, o rio, também. Em um simples momento, a pessoa será outra, e o rio também. Porém, no agora, o a pessoa é simplesmente a pessoa, e o rio é simplesmente o rio, ambos de forma talvez intrínsica. Isso me faz refletir, já que, nós humanos, vivemos tentando controlar o futuro enquanto nos nostalgiamos com o passado. O que, em minha visão, pode às vezes serem ações errôneas. Acho que devemos, nem que por alguns instantes diários, apenas sentir o presente, sem nenhuma mediação e tendência. Apreciar o momento de imutabilidade inerte, de milagre divino, e da vida em sua essência. Sei que me contradizo quando sugiro a privação do devaneio e da nostalgia enquanto eu digo que eu mesmo os pratico, mas vejo que esta reflexão só passa a existir justamente e apenas por estar em meio a eles, em praticá-lôs, sentí-lôs, e por fim analisá-lôs como processos isolados e compostos; assim, passando a ter conhecimento de suas consequências